Dissertation Writing service Buy Dissertation Online essay writing service cheap essay writing RIDESA | Estação Experimental de Cana de Açúcar do Carpina

RIDESA

A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético - RIDESA foi criada em 1990 para dar continuidade ao programa de melhoramento da cultura da cana-de-açúcar, antes realizado pelo extinto PLANALSUCAR.

Inicialmente era composta pelas Universidades Federais de Alagoas (UFAL), Rural de Pernambuco (UFRPE), Viçosa-MG (UFV), São Carlos-SP (UFSCar), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Paraná (UFPR) e Sergipe (UFS) que incorporaram .as unidades do extinto PLANALSUCAR. Atualmente a RIDESA conta também com as Universidades Federais de Goiás (UFG), Mato Grosso (UFMT) e Piauí (UFPI), e atuam conjuntamente através de um Acordo de Parceria.

As pesquisas na área de melhoramento genético da cana-de açúcar são financiadas pela iniciativa privada, especialmente pelas usinas e destilarias produtoras de açúcar e etanol das diversas regiões do Brasil. Para tanto, houve a necessidade de divisão em áreas de atuação, de modo que os recursos financeiros da iniciativa privada fossem distribuídos e investidos nas Universidades visando fomentar as pesquisas e dar continuidade ao programa, especialmente o de melhoramento genético para o desenvolvimento de cultivares RB. 

Com isso foi estabelecido um modelo de pesquisa em rede, o qual tem sido consolidado na RIDESA nos últimos anos. As seguintes premissas para esse trabalho de pesquisa em rede são definidas no convênio de cooperação técnica firmado entre as Universidades:​

  1. O financiamento deve ser prioritariamente privado, fato esse que tem garantido fluxo contínuo de recurso financeiro no longo prazo para o desenvolvimento do programa.
  2. Cada Universidade deve desenvolver o seu próprio PMGCA (Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar) em parceria com as usinas, destilarias e fornecedores de cana do Estado ao qual está inserida, captando os recursos privados para tal.
  3. Todas as Universidades devem auxiliar na manutenção do Banco de Germoplasma e das Estações Experimentais de Cruzamento, sendo este custo anual distribuído entre as Universidades e de modo proporcional à receita proveniente das parcerias com as empresas produtoras de  cana.
  4. A Universidade deve registrar e proteger as suas variedades no Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sendo essas variedades licenciadas para as demais Universidades integrantes da RIDESA.
  5. O modelo de parceria com as usinas e destilarias deve envolver introdução, avaliação e seleção de clones RB com base em experimentos nas empresas. Ao mesmo tempo, as Universidades devem conceder, por meio de contrato, uma licença não exclusiva para uso de variedades RB.
  6. Entre as Universidades da RIDESA, deve-se realizar anualmente o intercâmbio de clones RB promissores, de modo que aqueles clones RB desenvolvidos em um Estado sejam avaliados em experimentos nas usinas e destilarias dos demais Estados.

Assim, as atividades de pesquisa da RIDESA são desenvolvidas e partilhadas entre todas as Universidades, estimulando-se o intercâmbio de informações, de conhecimento e de resultados. Atualmente, a RIDESA conta com 79 bases de pesquisa, englobando Laboratórios das Universidades, Estações de Cruzamento, Estações Experimentais e Bases de Seleção, sendo essas últimas conduzidas em parceria com as empresas do setor canavieiro. Isso aumenta muito a capacidade e a abrangência nacional dos resultados da pesquisa e inovação. A RIDESA não possui personalidade jurídica, pois foi constituída por meio de um convênio de cooperação técnica entre as Universidades. A administração superior tem sido feita pelos reitores das Universidades, que constituem uma coordenação e dentre eles é escolhido um Coordenador Geral. Entre os professores e pesquisadores envolvidos nas atividades do PMGCA das Universidades forma-se um conselho, sendo eleito um Coordenador Técnico Geral, com mandato de dois anos.